
Não tenho saudade Fui tão convencido do nada. Era como pés que caminham sem caminho, numa estrada infinitamente longa, eternamente igual. A poesia se abrigou em minhas mãos. Nela eu escondia meus medos, revelava meus segredos, brincando de palavras. Sentia o que não vivia. Olhava o que não via. Protegia-me em seu manto e percebi seu breu, uma tênue linha que separa o sonho e o concreto. Será que ainda é tempo de viver ? Se eu vivesse aquilo que sonho haveria luz, haveria música, não haveria solidão Meu sonho é uma nuvem. Sou tão pouco, e tenho tanto medo... Não sou nada.
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