segunda-feira, 18 de junho de 2007

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Olhos de todos, nas esquinas vazias.
Nas vazias esquinas, almas esquisitas!
Os olhos escondem almas peçonhas
Almas sinistras, olhos famintos, esquinas doentias...
Nas vias perversas
Cheios de conversas
Existem versos, poesias, músicas e festas.
No meio do nada
Não há mordaça
Encontram-se lamentos, desesperos, erros...
Armadilhas escondidas em vastas guerrilhas
Mundo cão, mundo banal!
Dêem as mãos
Livrem-se desta estúpida ilusão, pobre prisão!
Dormem, cheiram, apodrecem.
O cheiro da coisa
O riso desfigurado
Olhos cínicos
Sorrisos sem sentidos palavras sem censura
O doce e velho paladar das esquinas vazias.

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